terça-feira, 16 de dezembro de 2008

aceitação

colado às paredes
escusas
escuras
(sem rupturas)
meu corpo
e teu corpo

movimentos em feixes
teus braços-peixes
escorregam
e me dizem
sempre um sonoro sim
carregado de língua vermelha

estridente entre os teus dentes
um sonoro sim
sempre marcado
(nunca cerrado)
um sonoro sim
que me afeta, me acerta,
me ergue, me abre, me explora,
me tinge, me sua e me situa.

7 comentários:

George Ardilles disse...

Esses versos são aqueles típicos versos gostosos de se ouvir no ouvido, e agarrado não só na parede mas em qualquer lugar.
=)

bocadepoema disse...

eita dorei!

LAU SIQUEIRA disse...

Um poema na fronteira exata entre o sensual e o erótico. Um caminho difícil, Marcinha. Parabéns! Um beijo e feliz ano novo, de novo. :)

Clarissa Marinho disse...

Nossa,Marcinha,um poema de tirar o fôlego ou sobre perder o fôlego!hehe
Perfeito!
;*

Polly disse...

nossa, ins(pirada) de prazer...
bom de ouvir no ouvido, concordo com George!

Beijo!

Bruno R disse...

Manara...

Carolina de Castro disse...

Ouvir no ouvido é bom.
Mas falar no ouvido de quem se gosta as vezes é melhor!!
Adorei!

Bjos